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Método de Análise

Toda análise produzida neste Think Tank segue uma estrutura que garante rigor e consciência dos limites do conhecimento.

Sem essa estrutura, não há análise — apenas retórica. O método não é opcional; é o que diferencia pensamento sério de opinião.

1. Estrutura

Bases materiais e institucionais

Análise das condições materiais, econômicas e institucionais que sustentam o fenômeno. O que existe concretamente? Quais são as bases tangíveis?

Perguntas guia: Quais recursos estão envolvidos? Que instituições participam? Qual é a infraestrutura? Quem financia?

2. Superestrutura

Ideias, narrativas e cultura

Análise das ideias, narrativas, valores e elementos culturais que sustentam ou contestam o fenômeno. Como as pessoas pensam sobre isso?

Perguntas guia: Quais narrativas dominam? Que valores estão em jogo? Como a mídia retrata? Quais são os pressupostos não questionados?

3. Conjuntura

Momento histórico específico

Análise do momento específico em que o fenômeno ocorre. Que condições históricas, políticas e sociais estão presentes agora que não estariam em outro momento?

Perguntas guia: Por que isso está acontecendo agora? O que mudou recentemente? Quais eventos catalisaram? Qual é o contexto imediato?

4. Impactos e Stakeholders

Quem é afetado e como

Mapeamento de todos os atores envolvidos e como cada um é impactado. Quem ganha? Quem perde? Quem decide?

Perguntas guia: Quem são os atores principais? Quais são seus interesses? Quem tem poder de decisão? Quem é afetado sem voz?

5. Cenários e Probabilidades

Futuros possíveis

Projeção de cenários futuros com estimativas de probabilidade. Não se trata de prever, mas de mapear possibilidades e suas condições.

Perguntas guia: Quais são os cenários possíveis? O que cada um requer para se concretizar? Quais são mais prováveis e por quê?

6. Limites da Análise

O que não sabemos

Toda análise deve explicitar seus limites. O que não conseguimos analisar? Que dados faltam? Onde nossos vieses podem estar afetando?

Obrigatório incluir: Lacunas de informação, vieses potenciais, perspectivas não representadas, condições que invalidariam a análise.

Por que este método?

Este método força a análise a ir além da superfície. Impede que opiniões se disfarcem de análise. Exige que reconheçamos o que não sabemos. E cria um padrão que permite comparar e conectar diferentes análises ao longo do tempo.